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Sandy se apresenta em Maceió com turnê solo ‘Meu Canto’

Dez anos atrás, uma geração inteira se despedia da dupla Sandy e Júnior. A turnê, que cruzou o país, foi marcada por fãs aos prantos, em todos os lugares, incluindo Maceió. Agora, a cantora Sandy retorna a capital alagoana, em outra vibe e definitivamente outro momento de sua carreira. Sandy conseguiu fidelizar os fãs da dupla para sua trajetória solo, assim como conseguiu angariar ainda mais fãs e conquistar mais uma geração.

A turnê “Meu Canto”, segundo a própria cantora, representa bem a nova etapa de sua vida, tanto pessoal, como artística. A turnê foi milimetricamente planejada, do figurino ao repertório, tudo para presentear os novos e “velhos” fãs da cantora, fiéis e com o mesmo entusiasmo de antes. A cantora se apresenta neste sábado, 4, no Teatro Gustavo Leite e concedeu uma entrevista exclusiva, onde comenta sobre o show, revela seus próximos passos e responde a algumas provocações. Casada, mãe e com 34 anos, Sandy Leah Lima não é mais a garotinha que o Brasil viu crescer, mas uma mulher e artista que não se contenta com tudo que já alcançou e revela sua busca por descobrir novos espaços e novas maneiras de se expressar. Confira entrevista exclusiva!

ALAGOAS BOREAL: Sandy, como surgiu e como foi o processo de criação do show Meu Canto?
O show foi criado, unicamente para gravar o DVD. Depois surgiu a ideia de transformá-lo em uma turnê, então adaptamos para a estrada. O processo de criação foi um processo bem meu, um processo de autoconhecimento após a maternidade. Eu precisava explorar novos caminhos artísticos para me redescobrir. Então o Meu Canto é uma maneira de dizer quem eu sou como mulher e artista e fazer com que as pessoas olhem para dentro de si mesmas, pois é lá que a gente encontra as nossas respostas.

Você mudou artisticamente. Quando foi que você percebeu que era a hora de mudar? Como foi essa transição?
Enquanto dupla, meu irmão e eu percebemos ao mesmo tempo que nós já tínhamos explorado todos os caminhos possíveis. Artisticamente nós experimentamos tudo. Após a turnê de despedida eu parei por dois anos, justamente para entender quem eu era sozinha. Hoje em dia, dez anos depois, eu me enxergo mais madura, com uma trajetória que me orgulha, principalmente por ter sido uma trajetória honesta e transparente, comigo, com minha família e com os nossos fãs.

Nesse processo você também amadureceu como compositora, como foi isso?
Eu era nova quando compus minha primeira música, tinha 14 anos. Eu escrevia muitos poemas, aí comecei a aprender a tocar piano e senti vontade de musicar algumas poesias. Com o tempo isso foi tomando forma e se tornou mais natural para mim. Atualmente tenho um trabalho praticamente autoral, as poucas músicas que não foram compostas apenas por mim, foram compostas por mim em parceria com alguém.

E como são os seus métodos para compor, pois sei que você costuma compor em lugares inusitados, é verdade?
É verdade! Antes eu tinha mais tempo de compor e de parar para compor onde viesse a vontade. Hoje em dia, após a maternidade, tenho que praticamente marcar hora para compor. Mas as vezes surge. Eu já compus me maquiando, em quarto de hotel, no avião (acontece muito) e até dirigindo. A música “Sim”, por exemplo, começou no trânsito.

São 27 anos de uma carreira que já passou por vários momentos, o que falta fazer, quais são seus planos?
Bem, não quero por limites nem me afobar. Vou seguindo e descobrindo o que falta fazer. Estamos trabalhando, no momento, com mais audiovisual, pensando mais em clipes. Dois clipes já estão em fase final de produção e o clipe da música Nosso Nó(s) sai ainda este mês. Eu continuo caminhando, experimentando, vou apontando para onde sinto que devo. Eu quero continuar cantando, sendo verdadeira com quem eu sou e transmitindo coisas boas para o público.

São dez anos sem vir a Maceió, por que tanto tempo? A campanha dos fãs foi decisiva para que a tour viesse para cá?
Olha, se dependesse de mim eu já teria vindo antes, mas não depende apenas da minha vontade. Claro que a campanha dos fãs ajudou muito, porém existem diversos fatores, principalmente logísticos para que o show possa vir. Por conta da distância, precisamos nos organizar bem para trazer todo o aparato de um show como o ‘Meu Canto’ para o Nordeste. Mas pretendo voltar com mais frequência a Maceió.

E o que o público de Maceió pode esperar do show deste sábado? 

Essa turnê é muito importante para mim, então cada show faz parte de um momento especial que eu estou vivendo. É um show que está me proporcionando reencontrar os fãs, pois conseguimos circular por várias capitais e cidades do Brasil. Em Maceió não será diferente, estamos trazendo o show completo: cenário, repertório, figurino, pois será um momento de reencontro após dez anos longe dessa terra linda, de pessoas que sempre nos receberam de braços abertos.

Os fãs de Sandy não deixam nada a desejar, com relação aos fãs de divas pop, por exemplo. Em Maceió, grupos de fãs foram criados em diversas plataformas e se organizam para fazer do show deste sábado, no Teatro Gustavo Leite, uma noite inesquecível, para eles e para a cantora. São balões, faixas, camisetas; tiveram grupos que até compraram os ingressos na mesma fila, para poder realizar o sonho de ver a Sandy e ainda surpreendê-la. O show ‘Meu Canto’ será às 21h, porém o teatro abrirá as portas uma hora antes. Seja da geração “vamo pulá” ou da geração “Não quero desatar o nosso nó(s)”, o que vale é curtir o show da cantora que, gostando ou não, segue trilhando um caminho no qual ainda vale ficar de olho.

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